Quem é João Ubaldo Ribeiro?



 
"Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos."
(Vila Real)

J
oão Ubaldo
 Osório Pimentel Ribeiro nasceu na Ilha de Itaparica, Bahia, em 23 de janeiro de 1941, na casa de seu avô materno, à Rua do Canal, número um, filho primogênito de Maria Felipa Osório Pimentel e Manoel Ribeiro. O casal teria mais dois filhos: Sonia Maria e Manoel. Ao completar dois meses de idade, João muda-se com a família para Aracajú, SE, onde passaria a infância.
Em 1947 inicia seus estudos com um professor particular. Seu pai, professor e político, segundo o biografado, não suportava ter um filho analfabeto em casa. Já alfabetizado, em 1948 ingressa no Instituto Ipiranga. A partir daí permaneceria horas trancado na biblioteca de sua casa devorando livros infantis, sobretudo os de Monteiro Lobato. Forçado por seu austero pai, iria se dedicar com afinco aos estudos, procurando ser sempre o primeiro da classe. Sobre essa fase de sua vida leia mais em "Memória de Livros", deliciosa crônica que consta de "Releituras".
No ano de 1951 ingressa no Colégio Estadual de Sergipe. Sempre dedicado aos estudos, prestava ao pai, diariamente, contas sobre os livros lidos, sendo, algumas vezes, solicitado a resumi-los e a traduzir alguns de seus trechos. João era também solicitado a verter para o português canções francesas que o pai ouvia. Não tinha folga nem nas férias, pois nelas praticava o latim e copiava os sermões do padre Vieira, apesar de afirmar que fazia aquilo com prazer. Manoel Ribeiro, seu pai, era chefe da Polícia Militar e, nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador. Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Conta ele que era perseguido pela professora de inglês, em virtude de seu sotaque. "Ela não percebeu que eu falava inglês britânico, já que estudara em Sergipe com um professor educado na Escócia", diz o escritor. Desafiado, dedica empenho extraordinário ao idioma, chegando a decorar 50 palavras por dia. Vizinho de engenheiros americanos, faz amizade com seus filhos para aprimorar ainda mais seus conhecimentos da língua inglesa.
Em 1955 matricula-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como "Colégio Central".
1956 marca o início da amizade com Glauber Rocha, seu colega na escola.
Estréia no jornalismo, começando a trabalhar como repórter no Jornal da Bahia, em 1957, sendo que posteriormente se transferiria para A Tribuna da Bahia, onde chegaria a exercer o posto de editor-chefe.
Em 1958 inicia seu curso de Direito na Universidade Federal da Bahia. Com Glauber Rocha edita revistas e jornais culturais e participa do movimento estudantil. Apesar de nunca ter exercido a profissão de advogado, foi aluno exemplar. Lê (ou relê), então, os grandes clássicos: Rabelais, Shakespeare, Joyce, Faulkner, Swift, Lewis Carroll, Cervantes, Homero, e, entre os brasileiros, Graciliano Ramos e Jorge de Lima. Nessa mesma Universidade, concluído o curso de Direito, faz pós-graduação em Administração Pública.
Participa da antologia Panorama do Conto Bahiano, organizada por Nelson de Araújo e Vasconcelos Maia, em 1959, com "Lugar e Circunstância", e publicada pela Imprensa Oficial da Bahia. Passa a trabalhar na Prefeitura de Salvador como office-boy do Gabinete e, em seguida, como redator no Departamento de Turismo.
Seu primeiro casamento dá-se em 1960 com Maria Beatriz Moreira Caldas, sua colega na Faculdade de Direito. Separaram-se após 9 anos de vida conjugal.
Com "Josefina", "Decalião" e "O Campeão" participa da coletânea de contosReunião, editada pela Universidade Federal da Bahia no ano de 1961,  em companhia de David Salles (organizador do livro), Noêmio Spinola e Sonia Coutinho.
Em 1963 escreve seu primeiro romance, "Setembro não faz sentido", título que substituiu o original (A Semana da Pátria), por sugestão da editora.
Em plena efervescência política do ano de 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos conseguida junto à Embaixada norte-americana, para fazer seu mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul. Conta que, na sua ausência, teve até sua fotografia divulgada pela televisão baiana, encimada por um enorme "Procura-se". Segundo João, o movimento revolucionário não sabia que ele, tido e havido como esquerdista, estava nos Estados Unidos às expensas daquele país.
Volta ao Brasil em 1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia. Ali permaneceu por 6 anos, mas desistiu da carreira acadêmica e retornou ao jornalismo.
Com o prefácio de Glauber Rocha, que se empenhou junto à José Álvaro Editores pela sua publicação, João Ubaldo tem seu primeiro romance "Setembro não faz sentido" impresso, com o apadrinhamento de Jorge Amado.
Em 1969 casa-se com a historiadora Mônica Maria Roters, que lhe daria duas filhas: Emília (nascida em fevereiro de 1970) e Manuela (cujo nascimento ocorreria em junho de 1972). O casamento acabaria em 1978.
Em 1971 lança, pela Editora Civilização Brasileira, o romance "Sargento Getúlio", merecedor do Prêmio Jabuti concedido pela Câmara Brasileira do Livro, em 1972, na categoria "Revelação de Autor". O livro é inspirado principalmente num episódio ocorrido na infância de João Ubaldo, envolvendo um certo sargento Cavalcanti, que recebera 17 tiros num atentado em Paulo Afonso, na Bahia; resgatado pelo pai do autor, então chefe da polícia de Sergipe, chegaria com vida em Aracaju. Segundo a crítica, esse livro filiou seu autor a uma vertente literária que sintetiza o melhor de Graciliano Ramos e o melhor de Guimarães Rosa.
Publica, em 1974, o livro de contos "Vencecavalo e o outro povo" (cujo título inicial era "A guerra dos Pananaguás"), pela Artenova.
Com tradução feita pelo próprio autor, o romance "Sargento Getúlio" é lançado nos Estados Unidos em 1978, com boa receptividade pela crítica daquele país.
Em 1979 passa nove meses como professor convidado do International Writting Program da Universidade de Iowa e publica no Brasil, pela Nova Fronteira, que a partir de então seria sua principal editora, um "conto militar", na sua definição, intitulado "Vila Real".
1980 marca seu terceiro casamento, com a fisioterapeuta Berenice Batella, que lhe daria dois filhos: Bento e Francisca (nascidos em junho de 1981 e setembro de 1983, respectivamente). Participa, em Cuba, do júri do concurso Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o ator e diretor de teatro Gianfrancesco Guarnieri. O primeiro prêmio foi concedido à brasileira Ana Maria Machado.
Muda-se, com a família, para Lisboa, Portugal, em 1981, graças a uma bolsa concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Edita, no período em que ali viveu, com o jornalista Tarso de Castro, a revista Careta. De volta ao Brasil, passa a residir no Rio de Janeiro, cidade que tanto ama, e lança "Política", livro até hoje adotado por inúmeras faculdades. Lança, também, "Livro de Histórias" (depois republicado com o título de "Já podeis da pátria filhos"), coletânea de contos. Inicia colaboração com o jornal "O Globo", que perdura até hoje, com pequenas interrupções, publicando uma crônica por semana. Sua produção dessa época seria reunida em 1988 no livro "Sempre aos domingos".
Em 1982 inicia o romance "Viva o povo brasileiro", que se passa na Ilha de Itaparica e percorre quatro séculos da história do país. Originalmente o livro se chamava "Alto lá, meu general". Segundo João, o livro nasceu de um desafio de seus editores e da lembrança de uma afirmativa de seu pai, que dizia: "Livro que não fica em pé sozinho, não presta." Como seus livros sempre tiveram poucas páginas, diante da provocação, fez um com mais de 700. Nesse ano participou do Festival Internacional de Escritores, em Toronto, Canadá.
No ano seguinte estréia na literatura infanto-juvenil com "Vida e paixão de Pandonar, o cruel". Seu livro "Sargento Getúlio" chega aos cinemas, num filme dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte. O longa-metragem receberia os seguintes prêmios no Festival de Gramado: Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Som Direto, Melhor Filme, Grande Prêmio da Crítica e Grande Prêmio da Imprensa e do Júri Oficial. Volta a residir em Itaparica, na casa onde nascera.
"Viva o povo Brasileiro" é finalmente editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na categoria "Romance" e o Golfinho de Ouro, do governo do Rio de Janeiro. Inicia a tradução desse livro para o inglês, tarefa que lhe consumiria dois anos de trabalho e a partir do qual passaria a utilizar o computador para escrever. Ao lado de Jorge Luis Borges e Gabriel Garcia Marques, participa de uma série de nove filmes produzidos pela TV estatal canadense sobre a literatura na América Latina.
João Ubaldo é consagrado na Avenida Marquês de Sapucaí: seu livro "Viva o povo brasileiro" é escolhido como samba-enredo da escola Império da Tijuca para o carnaval do ano de 1987.
Em 1989 lança o romance "O sorriso do lagarto".
Em 1990 publica "A vingança de Charles Tiburone", sua segunda experiência em literatura infanto-juvenil. A convite da Deutsch Akademischer Austauschdienst, muda-se com a família para Berlim, onde viveria por 15 meses. Publica crônicas semanais no jornal Frankfurter Rundschau, além de produzir peças radiofônicas de grande alcance popular, entre elas, uma adaptação de seu conto "O santo que não acreditava em Deus".
Retorna ao Brasil em 1991, e volta a residir no Rio de Janeiro. Seu romance "O sorriso do lagarto" é adaptado para o formato de minissérie por Walter Negrão e Geraldo Carneiro e estréia na Rede Globo, tendo como protagonistas Tony Ramos, Maitê Proença e José Lewgoy. Volta a escrever no jornal O Globo e inicia colaboração no O Estado de São Paulo, passando a publicar em ambos uma crônica aos domingos.
Em 1993 adapta "O santo que não acreditava em Deus" para a série Caso Especial, da Rede Globo, que teve Lima Duarte no papel principal. No dia 7 de outubro é eleito para a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras, na vaga aberta com a morte do jornalista Carlos Castello Branco. Disputavam com ele o piauiense Álvaro Pacheco e o mineiro Olavo Drummond. No terceiro escrutínio João Ubaldo obteve 21 votos contra 13 de Pacheco e um nulo.
Termina, em 1994, a adaptação cinematográfica, feita em parceria com Cacá Diegues e Antônio Calmon, do romance "Tieta do Agreste", de seu amigo e conterrâneo Jorge Amado. O filme teve a atriz Sonia Braga no papel principal e direção de Cacá Diegues. Toma posse na Academia Brasileira de Letras em 8 de junho. Cobre, nos Estados Unidos, a Copa do Mundo de Futebol como enviado dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo. De volta ao Brasil é internado numa clínica em Botafogo, com arritmia cardíaca. Participa da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e lá recebe o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.
Recebe o prêmio Die Blaue Brillenschlange -- concedido ao melhor livro infanto-juvenil sobre minorias não-européias -- pela edição alemã de "Vida e paixão de Pandonar, o cruel". Lança o livro de crônicas "Um brasileiro em Berlim", sobre sua estada naquela cidade.
Volta a participar da Feira do Livro de Frankfurt, em 1996. Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha.
Em 1997 é internado novamente no Rio, desta vez com fortes dores de cabeça provocadas por uma queda. Cacá Diegues compra os direitos de filmagem do livro "Já podeis da pátria filhos". Renova contrato com a Nova Fronteira, depois de receber propostas de outras editoras. Publica o romance "O feitiço da Ilha do Pavão".
Participa em Paris do Salão do Livro da França, em 1998. Vende os direitos de "Viva o povo brasileiro" para o cinema; o filme deve ser dirigido pelo cineasta André Luis Oliveira. Lança o livro "Arte e ciência de roubar galinha", seleção de crônicas publicadas nos jornais O Globo O Estado de São Paulo.
Durante a IX Bienal do Livro - Rio de Janeiro, em Abril de 1999, lança o livro "A Casa dos Budas Ditosos", da série Plenos Pecados, um romance sobre a luxúria publicado pela Editora Objetiva Ltda., que obtém enorme sucesso de vendas.
Ainda em 1999, foi um dos escritores escolhidos em todo mundo para dar um depoimento ao jornal francês "Libération", sobre o milênio que se aproximava. Escreveu, juntamente com Carlos (Cacá) Diegues, o roteiro de um filme baseado em seu conto "O santo que não acreditava em Deus", cujo título para o cinema foi "Deus é brasileiro". Seu romance "O feitiço da Ilha do Pavão" foi publicado em Portugal e em tradução alemã, pela editora C.H. Beck. "A Casa dos Budas Ditosos" torna-se um grande sucesso editorial, permanecendo, por mais de trinta e seis semanas, entre os dez livros mais vendidos. O romance foi publicado na Espanha, França e outros países. Seu lançamento em Portugal se transformou em problema nacional face à proibição, por duas redes de supermercados, de sua venda naqueles estabelecimentos. A primeira edição, de 5.000 exemplares, foi vendida em poucos dias e novas edições também.  João Ubaldo, em janeiro/2000, esteve lá para ser homenageado pelos escritores portugueses com um desagravo a tal procedimento. Nessa oportunidade participou da Semana de Estudos Lusófonos, na Universidade de Coimbra. Foi, também, citado em diversas antologias, nacionais e estrangeiras, inclusive numa sobre futebol, publicada pelo jornal "Le Monde", na França. Saíram várias reedições de seus livros na Alemanha, incluindo uma nova edição de bolso de "Sargento Getúlio". "O sorriso do lagarto" foi publicado na França. "A casa dos Budas ditosos" foi traduzido para o inglês, nos Estados Unidos. Seu livro "Viva o povo brasileiro" foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na França para os detentores de diploma de graduação.

Em 2008, o autor foi agraciado com o Prêmio Camões, considerado o maior galardão da língua portuguesa.

Os dados acima foram obtidos em livros diversos; no sítio da Academia Brasileira de Letras; nos Cadernos de Literatura do Inst. Moreira Salles e fornecidos pelo próprio autor.

Capítulo 4 - Os Marximillianos - O segredo da Floresta Obscura



Capítulo 4



O Mestre Paulo Freire já há algum tempo se acostumou com os caprichos de  Vitória. Desde que se tornou tutor dela. Há três  anos  vem ouvido da menina as mais diversas perguntas , e dificilmente alguma lhe assustará. Pelo menos não   até  o momento.
- deixa eu vê se entendi bem, minha jovem, você quer saber  o que fazer para poder sair de Marximus? mas porque?
- hummm... bem Professor Freire, sei que  não é simplesmente sair de Marximus. O senhor sabe como  odeio os Sulneanos,  Mas comecei a sentir uma necessidade de... de  conhecer como é a vida deles. Talvez isto me ajude de alguma forma a... aceita-los. Bem, andei pesquisando e  apesar de nossa civilização  ser a mais evoluída que já existiu na face da terra,   temos  pouco conhecimento acumulado   sobre eles. E quem sabe um trabalho de campo pudesse ajudar.   O senhor não  acha?
- bem Vitória...- responde o professor, meio como se não tivesse gostado de ouvir a pergunta, ou mesmo como se não gostasse de discutir o assunto, mas com uma voz de quem já sabia o que fazer – Eu sei que você é uma biotecnologista competente, seus experimentos com regeneração de membros a partir de células totipotentes induzidas são um sucesso, mas sinceramente não vejo como um trabalho desses poderia  ajuda-la, a entender seus próprios conhecimentos. De qualquer sorte, não sei se você se lembra , mas   conversamos outro dia  sobre algo similar a isto. Você se recorda  quando há seis meses fui questionado por alguns alunos  sobre um conhecimento mais aprofundado da floresta obscura? pois, naquela época fizemos  os seminários na  universidade sobre o tema, e me lembro que falamos relativamente sobre os     sulneanos, você se   recorda    disto?     Bem  -  o professor levanta da cadeira, vai até um  computador holográfico e o liga -  Bem , como eu já previa que alguns alunos ficassem mais curiosos sobre os Sulneanos, eu preparei  essa holoapresentação, lógico que a essa altura da madrugada eu não vou apresenta-la toda - o holofilme se inicia e imagens da Floresta Obscura e dos Sulneanos são formados em uma projeção quase real. - veja aqui este é  um suneano típico, como você já sabe, Eles são  humanóides bem verdade,  com pernas, braços e  crânio  próprios dos humanos, o que os diferencia de nos são  basicamente três... quatro coisas: primeiro,   o cabelo que, naturalmente , cresce como  rabo de cavalo apenas na região  occipital. Segundo, as diversas manchas escuras espalhadas pelo corpo. O próprio corpo já possui uma cor meio bronze. Terceiro  - o holograma mostra a imagem  de um sulneano em um  laboratório, deitado em um tipo de celas para animais, desacordado mais aparentemente vivo -   não são seres racionais, os poucos que já capturamos acidentalmente com vida  em nossos campos de minério   mostravam um córtex pouco desenvolvido,  tinham tendências violentas, e emitiam grunhidos indistinguíveis. E quarto -  o holograma muda para uma imagem que permite analisar a genitália dos sulneanos e compara-la com as dos humanos -  pela  investigação da estrutura de cópula e semem, vimos que, apesar de possuírem uma genitália externa e interna bastante parecida com os dos seres humanos,  se por acaso alguns deles cruzassem com um de nós , com certeza não produziriam descendentes, devido a alterações importantes no material genético, nos espermatozóides e óvulos. Além disto, descobriu-se também  que  o DNA deles diferem em torno de 0,5% de nós seres humanos. E se você pesar que nos  macacos, gorilas etc possuem uma diferença de 1%, então este 0,5% parece, para mim, bem significativo . Enfim, isto prova, em ultima análise, que eles são realmente  de outra espécie. - o professor desliga o holofilme.
 Vitória  senta na cama  pega o controle do  projetor,  congela no canto  inferior esquerdo do  monitor a imagem do sulneando preso na  cela, enquanto a imagem do seu professor  ansioso por uma manifestação de Vitória  continua no outro canto do visor.
- É exatamente esse o ponto professor. Sabemos organicamente o que eles são, mas não sabemos sobre  como eles estão organizado. Se vivem nas árvores mesmos ou possuem outro tipo de moradia, se possuem alguma organização social, se são realmente  os monstros que acreditamos ser . É  esse tipo coisa  que eu  gostaria de ter  resposta
- bem minha jovem -  diz o professor com uma voz frustrada por todo o seu esforço não ter sido suficiente para tirar as dúvidas da sua  aluna.-  existem alguns artigos sobre o tema mais eles estão localizados no arquivo do  Instituto  Nacional de Segurança e Pesquisa  e dificilmente, sem um argumente plausível, teremos acesso a eles. Além do mais , uma pesquisa assim, ´´de campo`` requereria  investimento alto, em  equipamentos  e principalmente segurança e tempo. E o retorno talvez não valesse a pena. De  qualquer  sorte, podemos conversar pessoalmente logo mais na universidade  sobre o assunto. Mas já  lhe adianto - o professor se aproximou da tela -  você sabe quais são as regras de Marximus: todos que saem de Marximus, sem uma autorização, reconhecida e assinada pelo presidente, não podem mais  voltar.  Além  disto,  pelo que sabemos, os que já saíram não sobreviveram mais de vinte e quatro  horas para contar alguma historia.  Agora vá dormir. - O professor Freire deu um sorriso como se quisesse acalentar a frustrada aluna  e desligou o monitor.
 Vitória sentou mais próximo da cabeceira da cama puxou o ededron, desligou a luz e se colocou a olhar  a janela do  terceiro andar do seu apartamento. Tudo  lá  fora era calmo, uma  rua sem  movimento, um carro de vigilância vazio,  as luzes acessas dos postes e nenhuma pessoa  circulando na rua. Parecia que somente ela estava ali.  Engraçado, tudo aquilo curiosamente representava exatamente o que ela  sentia: um vazio. Uma angustia. Como se alguma pergunta que ela não sabe qual precisasse de resposta.

Vale a pena publicar texto, poesias, livros no blog para divulgar?



     
        Acho  interessante a idéia de divulgar o seu livro ou seu nome  como escritor, na net,  através de blogs. Venho há um ano e alguns meses divulgando meus livros na net. Entre acertos e erros, percebi que para se conseguir visitas é necessário ser profissional no que se faz. Não adianta montar um blog com livros deixar lá e pronto. Tem que selecionar um bom Template, oferecer aos leitores coisas relacionada a literatura que você produz. Tipo, se você escreve romances de terror então deve buscar assuntos na net relacionadas com o tema e posta-los entre as postagens de seus livros. ( Afinal, quem é que procura um blog para ler um texto de um autor desconhecido?, sejamos realistas: Ninguém). Além disso, é interessante criar páginas independentes no blog, promoções,  divulgandar o blog constantemente  seja boca a boca, seja via outros blogs, seja no google, orkut e sites de relacionamento em geral.
      O objetivo é divulgar o seu nome antes de você publicar seu livro. Mesmo porque, o que você mais quer é publicar um livro para ser lido, não é mesmo?
     O meu blog tem uma media de 60 a 70 visitas diárias. A maioria não se destina necessariamente a ler os meus livros. Porém, divulga o meu nome e eu acabo de vez em quando pescando um peixe ( rs rs ). Claro que ainda estou na fase I ( blog expansivo, com múltiplos conteúdos) no ano que vem vou para fase II ( blog do livro específico).
    Mais informações de como montar um blog de literatura, livros, arte, divulgar seu blog etc acesse:

Abraços Ojuarianos

Você exige de mim palavras. Mas as palavras são frutos vazios




Você quer que eu escreva
Mas o mundo passa fome
Não há mérito no que escrevo
O mundo carece de coisas
E há pessoas que carecem simplesmente de vida
E eu me comovo com elas
Com  a falta de  desejo
Com  a falta de perspectiva 
Com a falta de esperança

Não consigo escrever
Quando vejo que tudo que se pode escrever é inútil
Inútil sim!
Me diga um escritor que mudou o mundo
Um escritor que tenha impedido a guerra com um poema
Um escritor que tenha diminuído 
a fome de  um indigente com palavras
Um escritor 
Que com essas  palavras 
tenha de alguma maneira  salvado realmente uma vida
Só unzinho
Diga...
Quem?!
Ora, convenhamos, nada mudou.
Somente o capital em um sistema capitalista 
Muda as coisas
Muda não
Transforma!
A natureza nos exige isto, 
Somos produtos continuo de transformações 
E não de criação. 

Você quer que eu escreva? 
Mas eu te digo
O escritor é a peça mais inútil da face da terra
Um coroinha em um mosteiro repleto de padres
Não importa o que eu diga
Não importa o que eu faça
O mundo continuará a passar fome 
As pessoas continuaram a serem  egoístas e mesquinhas 
E elas irão morrer por isto
E a Terra, enfim, continuará em sua órbita elíptica e solitária
Solitária não
Quase esqueço
Existe  a Lua
Que como um  escritor
Vaga no espaço apenas ao redor da Terra
Como um objeto inútil e vazio

Amor de roça , amor sincero


Oi dona moça
Come que ta a senhora?
Bem não vinha,
Mas vim
Sabe como é
Ah dona... queria pegar meu cavalo no pasto
E correr pra trás,
Mas os homens podem enfrentar as leis de deus?
Ah não, não pode!
E eu dona moça
Sofro tanto... tanto...
Quando vejo a dona moça sofrer
 Da um treco aqui, vem aqui.
No coração
Só forte, só caba da roça
Mas sô meio mole pra essas coisas do coração

Sabe dona, 
Sô meio jumento,
Mei? Sô jumento inteiro!
Por isso tento pensar as coisas antes de fazer
 Mas não consigo não ,
 Não
 Não.
Oh deus   o senhor  sabe,
 Eu morreira pra não ver  a dona  sofrer

Perdoa eu
Viu dona
Porque esses bicho da roça é assim,
Ficam ali , pastando
Tudo bunitinho -  arrumadinho
Come palma que não é pra comer
- uma bagunça danada!
Mas os bicho não é mal, não senhora
São só bicho
Sem juízo

 E eu dona, sou bicho do mato,
E amo demais a senhora
 -ave maria, se amo, amo muito!

Agora, dona moça
Vo trabalhar,
Que o dia é grande, bem grande
Aceite o agrado viu,
Deste trabalhador – matuto

Mas lembre
A cerca cai 
 O pasto vai,
 Mas a gente , ta qui.
 E constrói  tudo de novo
 O quanto for  preciso
 Porque isto
 ISTO , dona moca 
É a VIDA

Capítulo 3 - Os Marximillianos - O segredo da Floresta Obscura



Capítulo 3




Agosto, cidade de Marximus, vinte e cinco anos depois.

         “Um rio de águas turvas  se estende entre as casas de palha que estão a uns 5 metros do seu leito...vejo muitas pessoas ali, o ambiente é rústico, indígeno, mas aconchegante. Uma mulher jovem, rosto delicado, com cabelos cor de vinho brinca com uma criança. Comigo?. Eu olho o rosto dela, seu olhar calmo, seu sorriso sincero e  cresce em mim um paz tão grande. Repentinamente, seu semblante muda, sua testa enruga e a mulher  grita algo,  quase  ao mesmo tempo  um   sino toca  Tum -  tum  -  tum . Grandes  árvores parecem   marchar contra as casas de palha...não são apenas arvores comuns,  elas cospem fogo.  Agora uma mulher velha, com o rosto desfigurado pela vida  pega em  minha mão... eu fico sem saber o que fazer. As árvores correm em nossa direção. Por que fazem isto? Elas nos alcançam, jogam a mulher idosa no rio e me seguram firme entre seus grande galhos. As arvores começam  a voar em direção ao sol.  Eu olho para baixo e  vejo a mulher e   o rio....o rio turvo, não...o rio vermelho...vermelho ...verm nããããoooo”.Vitória  Mello  abre os olhos e v~e um quarto escuro iluminado pela luz da lua que transpassa os vidros das  grandes janelas na parede . O seu corpo está suado e suas mãos um pouco tremulas. A agitação da sua voz ativa o sistema de óptico que vai  ascendendo  a luz lentamente para nao ofuscar  a visão. “ foi só um pesadelo”. Vitória  olha o  relógio holográfico em cima do criado mudo, 03:35h da madrugada, Muito cedo.  Ela olha para o espelho ao lado da cama  e  Ve~ a imagem de uma mulher jovem , vinte e  cinco anos, os cabelhos ruivos  ondulados  longos, os traços finos do  rosto, sua pele ainda está úmida, seu rosto inchado da noite,  sou eu. Vitória  vira-se para o teto e percebe que o sono foi embora junto com o pesadelo.   Então, ela  resolve levantar, e ir beber um pouco de água na cozinha. Rapidamente  cruza o corredor e os sensores de calor ascendem as luzes da cozinha automaticamente juntamente com a sua  droide companheira.
-         Bom dia, senhora Vitoria. Acordou cedo hoje. Fala a robô enquanto vitoria pega um copo na prateleira.
-         Oi Meã, não acordei, ainda vou dormir.
-         Os meus sensores mostram alterações  na sua freqüência cardíaca. Outro pesadelo?
-         Não, pior!, o mesmo pesadelo de sempre. Vitória bebe a água e vai para a sala. Meã lhe acompanha.
-         Um psicanalista talvez ajudasse a senhora. 
-         Talvez meã. Eu nem deveria mais me assustar com este sonho.  Já sei todas as partes. Primeiro vem as casas depois as arvores, a mulher o rio... Mas   parece tão...tão real. Vitória  senta no sofá, coloca o copo sobre a estante.  Meã, eu já realizei todas as atividades?
-          Todas, senhora. Incluindo o resumo do artigo para publicação  na Cientific Life,  a captura dos roedores hood e,  inclusive, todos os bio-ensaios   dos próximos  três dias. A senhora alem de uma biotecnologista de sucesso é extremamente rápida e dedicada , não precisa se preocupar .
-         Hum..., mesmo assim conecte com o  professor.  A algo que quero pergunta-lhe.
-         A esta hora senhora? Da ultima vez...
-           Da ultima vez ele disse que estaria ao meu dispor.  - Afinal ele não é o meu Mestre-Marximus? Professor do meu ultimo estagio como graduanda?. Então,  tenho direito de discípula aplicada. Transfira pro quarto, estarei lá.
A robô meã , indignada pelo capricho da jovem, conecta-se com o serviço de rede e espera o retorno da chamada. “seus simples circuitos não conseguem entender o comportamento humano”. 
Vitória  entra no quarto e liga  o projetor holográfico  enquanto olha para a rua  da janela  de seu quarto. Vitória sabe que o  Mestre  está sempre disposto a atender um discípulo. “Além do mais não foi eu  que  inventei as leis de Marximus”  A educação em Maximus é  de prioridade do Estado e ponto principal em uma sociedade baseada   essencialmente na intelectualidade e desenvolvimento cientifico. Um mestre para um grupo de alunos , nunca maior que seis,   a cada estágio de desenvolvimento psíquico. São cerca de 15 mestres até o ultimo grau. O Mestre-Marximus é penúltimo desta escala   para Vitória. “Ao fim desde discipulado  estarei pronta para disputar uma cadeira no senado, como o meu pai  provavelmente gostaria”
            O projetor holográfico sintoniza uma imagem de um  homem careca, magro, de barbas brancas e com os óculos pequenos entre o nariz   olhando-a sonolentamente.
- Vitória... já podia imaginar.  Mocinha, você sabe que horas são? O que a senhorita quer a essa hora da madrugada?
Vitória  sorrir, como se tivesse feito uma peversidadizinha sem querer.  
- Ora professor Paulo Freire,  o que posso dizer é que sou uma  estudante aplicada.

Shiii -Não me esconda o silêncio






Não me esconda o silêncio
Os contos dos anjos
Teu silêncio é doce,
Claro é teu  pensamento silencioso
Pois não me negue
- sei o que pensas.
Nos  pensamentos mais profundo e escondidos
Nem imaginas
Quanto de te eu sei.

Não me  negue o silêncio
O amar das almas
Teu  silencio é quente,
É mágico...é libidinoso,
Os teus silenciosos olhos me falam tanto
Seriamente todos os dias você me sorrir
Desconcerta-me.
Não se esconda,
Sei o que pensas...
Tudo -  tudo mesmo!
Os pensamentos bons,
Os pensamentos humanos,
Nem imaginas...
Se pudesse te dizer o que pensas
Quanto de te eu sei...

Mas hoje -  não me falte com o silêncio
- o consentimento dos amantes –
É duvidoso o teu saliêncio
E ... como direi;;; excitante!
Hoje eu te descubro
Em teu jeito sonso
Debochado
Enganador
Não me entenda mal
Sei  o que pensas neste momento,
Sei o que pensará  depois
E  o mais importante  - flor de Vênus  -
Sei o que pretende  o teu futuro pensamento,
Nem imaginas?
Se não me responderes agora
Não importa,
Teu silêncio é a minha resposta.

Espaço 10 - O que dizer do BLOG Noite do Inferno?


Noite do Inferno
“Traguei um bom gole de veneno. — Seja três vezes abençoada minha resolução! — Minhas entranhas ardem. A violência do veneno contrai-me os membros, desfigura-me, arroja-me ao chão. Morro de sede, sufoco, não posso gritar. É o inferno, as penas eternas! Vede como o fogo se levanta! Queimo-me, como convém. Vai, demônio!” – Arthur Rimbaud, Noite do Inferno
Assim começo a apresentação de meu blog, destinado às minhas histórias, principalmente contos em geral de gêneros variados que variam do terror à tragicomédia. O blog ainda não tem muitos leitores, por isso a ajuda do Helton vem em boa hora, estou sempre à procura de comentários sinceros e críticas construtivas para que possa melhorar cada vez mais. De resto, o resto. Espero vê-los por lá e esse é o Bex desligando. 







Capítulo 2- Os Marximillianos - O segredo da Floresta Obscura







Capítulo 2


 10 minutos depois

A aeronave está destruída. Os motores silenciam vagarosamente enquanto pequenas manchas de fogo aparecem pela estrutura destruída.”o que aconteceu?” O senador Roberto se levanta com dificuldades . A cabeça esta sangrado e  o ante-braço direito dói tanto que até  parece quebrado.  A cabine está totalmente destruída, uma fumaça fina sobe do painel O capitão Nobre jazia  inerte sob o que sobrou do centro de comando, o corpo esmagado pelos destroços do equipamento- morto.  O segurança sumiu. “ talvez tenha sido arremessado para fora do  avião...Débora?!” um medo intenso cresce    - o medo  da perda. Instintivamente  Roberto   percorre a  aeronave destruída. O avião quase se partiu ao meio. Muitos fios da fuselagem estão soltos. Roberto retira o entulho dos destroços da sua frente  velozmente . Ele torce para que nada  tenha acontecido a sua família.
         - Débora?  Débora!?. O seu chamado não é seguido de resposta. Uma angustia parece lhe  apertar  a garganta  “meu deus, ajude-me” .
         Roberto a encontra presa entre as poltronas do avião. O  seu corpo em forma de concha, como se tivesse protegendo algo.
         -  Débora?...  Roberto  move o corpo de Débora . Fica feliz ao saber que ela ainda está viva. O seu corpo protegia o bebê, que  nem chorava.  A criança  olhava o pai como se não entendesse o que estava acontecendo.
         - Débora? Você esta bem  meu amor?. Roberto viu que as pernas de Débora  estavam quebradas e  presas  as ferragem das poltronas. Seu nariz sangrava e sua respiração era lenta.
         - Roberto? O que aconteceu? 
-         Eu nâo sei bem. Vou te tirar daqui.
Em alguns minutos  e com um pouco de dificuldade Roberto consegui retirar Débora  das ferragens e  traze-la para fora do avião. Ele analisou o local onde o avião  caíra. A aeronave se arrastou por quase 80 metros. Abrindo um  corredor no meio da floresta obscura. 
A floresta tinha este nome – obscura -  por dois fatos  muito simples. Primeiro,  as árvores eram enormes com vários dosséis  que  impedia que a luz penetrasse entre as folhas. Isto tornava a floresta, mesmo  em um dia claro,  em um ambiente hostil, escuro e misterioso. O segundo motivo, é que ela é o lar dos Sulneanos, nome  que se dar a todos os seres humanóides que habitam a floresta.  Para os Marximillianos se em algum momento da historia os Sulneanos foram seres humanos, eles já se  esqueceram disto há muito tempo.
         Roberto, carrega a mulher e o bebê um bons dez metros para longe da aeronave. Roberto tenta visualizar o corpo do segurança, mas a escuridão da floresta  o deixa cego. Ele pensa  em como  sair daquela situação.“ um radio comunicador e uma lanterna ajudariam”. Roberto  encosta Sofia em uma árvore,’’ ela está muito ferida e fraca mais  pelo menos consciente”. Um estalido de  folhas  secas  vindo da floresta o faz virar rapidamente.
-         Quem está ai? Roberto dá  três passos  e força os olhos  na tentativa te ver algo. Um silêncio surdo  se faz. Então ele sente o  toque de uma mão pesada  em seu pescoço. 
-         Senador, sou eu. Temos que sair daqui  rápido. Eu já sondei a área. Não estamos sozinhos.
Os traços do rosto estão apagados pela escuridão , mas Roberto reconhece com facilidade a  voz do seu segurança particular - Paulo.
-pensei que estivesse morto, fico feliz em ver que não. Débora  está ferida, mas o bebê está bem, me ajude com eles vamos pedir um resgate. E como assim `` não estamos sozinhos?´´.
-         Shii!!,  Paulo coloca a mão na boca do senador, e aponta para floresta. A escuridão se move entre os galhos.
-         Prepare-se  para correr senador.  Sussurra Paulo.
Roberto  caminha em direção ao bebê e Débora. O silêncio então é quebrado por um zumbido  de uma flecha que  transfixa  a perna  do Senador  Roberto, desequilibrado-lhe, fazendo-o cair e gritar de dor. Instintivamente  o segurança dispara dardos elétricos contra a escuridão. Quase que imediatamente uma outra flecha lhe transversa a mão  desarmando-o.
-         Paulo , tirem elas daqui, agora! Diz  Roberto apontando para a mulher e a filha.
O segurança retira a flecha,  esquece a dor da mão e corre até Débora .  Paulo vê que ela está muito ferida. – Senhora,  vamos! Preciso tirar vocês daqui agora.
      -  Não Paulo.  Diz  Débora   enquanto   ergue o  bebê. -  Por favor , leve-a...
      - o segurança parece não entender a situação.
Roberto  consegue se arrastar até a  mulher e o segurança. Ele entende a decisão da  mulher. Ela   está muito ferida para tentar fugir.  Roberto  Olha para o segurança e com a cabeça aprova a atitude da mulher . A floresta se torna mais agitada. Ouve-se vozes, gritos.
- corra Paulo , coORRA!
O segurança  pega o bebê e se embrenha na  floresta deixando para trás os dois. Enquanto corre, ele consegue ouvir apenas os gritos do Senador e de sua esposa  -   alguns segundos depois ...o silêncio.

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