A Consulta: No Divã Da Loucura

POESIAS: Horário de Pico (parte 1Parte 2Parte 3)

Quem quer ser um escritor? Escritor, Poeta, Simpatizante, Afins

         

    Sabe aquela vontade que você sempre teve de postar  algo de sua autoria  na Net  mas que  nunca  conseguiu. Ou  aquele pensamento que sempre vem em sua mente "  gostaria de escrever algo para que os outros lessem"  mas  que nunca teve a oportunidade. Pois é, agora você poderá. Como?
             Bem alguns colegas vivem me pedido para colocar  algo de seus textos em meus blogs,  como imagino que devam existir muitas outras pessoas com desejo parecido  bolei algo interessante.
As condições são as  seguintes:
 1 - Os interessados devem escrever uma crônica, ou simplesmente uma pequeno conto,  com no máximo duas  folhas de  oficio A4;
2- O tema é aberto.
3- Os textos são postados semanalmente a partir do primeiro texto publicado;
5- Eu montarei os textos de forma que  pareçam ser uma continuidade. Como uma coletânea.  Parece difícil  mas vamos ver se dá certo;
6- O nome do autor estará escrito  no inicio de cada texto;
7- Os textos e as dúvidas  podem ser mandados para heltonojuara@yahoo.com.br

Abraços do seu amigo Ojuara.

Capítulo-7 - A Consulta: No Divã da Loucura

“Os ratos conseguem ficar submersos por até três minutos” 
Capítulo 7

            Por incrível que pareça a origem da palavra louco vem de uma derivação da palavra lógico. Uma antípoda da coerência, da razão. Mas a semântica por si só não explica muita coisa. Em   termos médicos a loucura  é uma condição da mente humana  caracterizada por pensamentos considerados fora da normalidade. Por volta do século  dezenove, Hegel afirmou que a loucura não seria a perda abstrata da razão: "A loucura é um simples desarranjo, uma simples contradição no interior da razão, que continua presente". A loucura deixou de ser o oposto à razão ou sua ausência, tornando possível pensá-la como  a lógica  dentro de uma razão ilógica: a loucura de cada um, possuidora de uma lógica própria.  Saber disto não me faz mais são.
            Agora estava em pé, frente ao meu corpo. Poderia pensar como  isto poderia ter acontecido, ou  mesmo achar  tal fato algo do tipo  viagem astral, mas a mente humana é complexa e  a única coisa que me veio  a mente  foi:  sou tão diferente do que imaginava.  Era magro, o rosto  seco, mais pela vida que levava como  estudante de medicina do que pela genética. O cabelo  calvo e a barba por fazer  me dava um tom  meio despojado, meio  descuidado. Os traços mestiços contrastava com o jaleco branco, parecia mais um paciente do que um médico. Sim doutor, por que não? Cada um de nós temos uma visão de um médico na nossa mente. Eu vejo um médico  com alguém  com quarenta e um  anos, branco, cabelo um pouco ralo, traços nórdicos e  com  grandes óculos quadrados. Não essa coisa  na qual me transformei. Um ser frágil, franzino, sofrido... Típico da população que vive na base da pirâmide. Pois bem, lá estava “eu”, sentado,  cheguei perto, fiquei lado a lado comigo,  encostei lateralmente o rosto em me mesmo, e me pus a olhar o que antes olhava. Olhava para o  Homem Morto,  o gordo careca, que nem me parecia tão ameaçador assim. Curioso como essa forma metafísica   nos da mais coragem.  Uma sensação de  onipotência,  como se nada pudesse me  atingir. Pelo visto,  o nosso corpo é uma prisão da qual a morte apenas nos liberta. Agora eu  estava ali, mais poderoso que  o tempo.  Nada se mexia e eu poderia ver e olhar o que quisesse, da forma que bem entendesse.  Aproximei-me do professor, um homem com barbas brancas, tinha lá seu   sessenta e poucos anos,  cabelos  grisalhos.  Uma camisa social desbotada e   uma calça jeans   já surrada pelas aulas.  Lembro que  em um dia desses de aula ela comentou algo interessante; como  decidiu fazer psiquiatria. Na verdade não foi uma escolha: faz psiquiatria quem tem uma razão maior que  a própria pessoa. Ele mesmo comentou  uma vez que   o professor dele, no primeiro dia de  residência,  disse:   faz psiquiatria quem  mergulha  ou no mar de rosas ou no mar vermelho. O mar de rosas  referenciava  os homossexuais, o mar vermelho aos  simpatizantes do comunismo.  Os dois,  independente de qualquer coisa, faziam parte de uma minoria. Mas este pensamento é de  muito tempo atrás. Em uma época em que  o Brasil vivia sua  ditadura militar. O próprio professor confessou fazer parte da luta armada da época. E esta luta trouxe marcas que ele levaria para o restante de sua vida.

Rio de Janeiro, 1974, bombas e morteiros para todos os lados.
...  
(continua) 

Para não ser chato...

Para não parecer que sou contra Salvador  e que  minhas idéias partem  de uma opinão pessoal,  resolvi  postar alguns comentários que achei na Net sobre o assunto. Tirem as suas próprias conclusões.


RAIO-X APONTA SALVADOR COMO CAPITAL SUJA
O Fantástico deste domingo (17) promoveu um raio-x da sujeira em sete capitais brasileiras. Grandes avenidas das sete cidades passaram pelo chamado pente fino da sujeira. A pedido do programa, as companhias municipais pararam de varrer as ruas pesquisadas em um trecho de um quilômetro, durante o horário comercial de um dia útil, e só no final do período a turma da limpeza entrou em cena para recolher e pesar a sujeira. Neste teste só foi contabilizado os resíduos recolhidos do chão. O que estava nas lixeiras não entrou na soma. A má notícia ficou mesmo para a capital baiana, que amargou o título de campeã da sujeira na praia e também ficou em primeiro lugar na blitz do lixo urbano, medido na Avenida Sete de Setembro, com 1,2 tonelada. Fortaleza ficou com pouco mais de uma tonelada. O terceiro lugar ficou com Belém, com 710kg. No Rio de Janeiro, as lixeiras são muitas, mas a cidade aparece em quarto lugar, com 680 kg. São Paulo, o maior município do Brasil, se saiu um pouquinho melhor e somou 540kg de lixo. Em Goiânia, 203kg de sujeira foram recolhidos. Curitiba ficou com o título de campeã da limpeza, com apenas 33kg de lixo recolhidos do chão. Esse ranking elaborado pelo Fantástico talvez sirva como uma confirmação ds ideias de nizan Guanaes, que chamou o litoral de Salvador de "favelão

www.samuelcelestino.com.br

SALVADOR, CAPITAL DO ABANDONO


By jarycardoso

I ENCONTRO DE CAMARAS TEMATICAS DO CENTRO HISTÓRICO
Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador. Foto: FERNANDO VIVAS | Agência A Tarde 31.7.2008. As fotografias utilizadas neste post são fruto da pesquisa feita no arquivo digital de A Tarde pelo diligente colega de redação LUIZ CRISTIANO V. PARAGUASSÚ
por AGENOR GORDILHO SIMÕES

Desde quando moro e resido nesta bela cidade do Salvador-Ba, onde nasci e fui criado, sendo, portanto, soteropolitano genuíno, jamais a vi em semelhante estado de abandono, o que se mostra profundamente lamentável por se tratar de uma cidade considerada como a terceira mais importante capital do país, além de tida e havida como destino preferido não só dos brasileiros, como de turistas do mundo inteiro.
Assim para fazer jus ao prestígio que desfruta no cenário local e mundial, como destacado polo turístico, mereceria ser melhor cuidada e provida de maior segurança, dispensando, para tanto, os poderes públicos mais atenção aos pontos turísticos mais visitados, bem como as praças, fontes, parques, jardins, monumentos públicos e demais equipamentos e bens públicos, a exemplo da aprazível praça da Av. Centenário há pouco tempo inaugurada, que tem seu gramado, antes viçoso e bem tratado, invadido, em grande parte por formigueiros; canteiros de plantas tomados pelo mato; quiosques utilizados como dormitório por catadores de papel, mendigos e desocupados que se servem dos bancos imundos como cama e mesa de refeições, acendendo até mesmo fogueira para cozinhar a comida, impedindo, desta forma, seu uso pelos demais frequentadores; lixeiras arrebentadas pelos vândalos, mediante retirada de tábuas de madeiras de sua estrutura; restos de material de obra espalhados pelo gramado, sendo que a par de toda sujeira e fedor, desde que nem os canteiros escapam do cumprimento das necessidades fisiológicas, mercê da inexistência de qualquer espécie de policiamento no local.
ORLA/CIDADE BAIXA
Lixo estraga cartão postal da Cidade Baixa (Salvador), na Av. Constelação, orla de Mont Serrat. Foto: JOÃO ALVAREZ | Agência A Tarde 11.11.09
E como se tudo isso não bastasse, completando o estado de completa insegurança para os praticantes de caminhada, aconteceu há pouco um acidente com um jogador de futebol profissional, que, segundo consta, dirigindo embriagado invadiu a praça após subir o meio fio e por pouco, muito pouco mesmo, não atropela algumas pessoas que ali se encontravam no momento, o que, aliás, já não consiste em novidade alguma, mesmo porque é comum na Av. Oceânica a invasão da passarela e derrubada da balaustrada por motoristas drogados, com sérios riscos aos aficionados do Cooper e da caminhada.
Estendendo este nosso périplo pela Av. Oceânica, através da mal cuidada Rua Airosa Galvão, alcança-se a calçada, e aí se pode verificar o mesmo aterrador desprezo como são tratados os bens públicos de modo geral, a começar pelo mau cheiro que exala das ruas e transversais com o lixo acumulado esparramando por toda parte a espera do seu recolhimento, causando péssima impressão a todos os passantes, turistas ou não, e comprometendo doravante a boa imagem da cidade.
Afora os moradores do bairro, já de certa forma acostumados com o panorama desalentador, os que nos visitam não devem, por sua vez, guardar boa impressão e lembrança dos pontos turísticos e monumentos visitados, ao se depararem, por exemplo, com o majestoso e secular Farol da Barra, já quase desprovido de grama na sua área frontal e que, como palco de todas as espécies de eventos, especialmente da apresentação de shows musicais com som em altíssimos decibéis, acabou por ter, consoante constatado por técnicos no ramo, sua estrutura comprometida por rachaduras que, por pouco, não desaba graças à pronta intervenção dos órgãos públicos competentes ao alertarem para o risco iminente representado por semelhante potencial sonoro, poupando-se, assim, este belíssimo monumento.
BARRA/PROBLEMAS
Turistas levam péssima impressão sobre o estado da área em frente ao Farol da Barra: sem receber cuidados, a grama desapareceu e a tubulação ficou exposta. Foto: JOÃO ALVAREZ | Agência A Tarde 9.11.09
Já quase alcançando o Porto da Barra, seguindo nesta trajetória turística, à altura do Forte Santo Antônio, outra relíquia histórica abandonada, a impressão que se tem é a mesma do resto do bairro, com lixo e sujeira proliferando por todos os lados, mendigos, desocupados e drogados dormindo nos abrigos dos pontos de ônibus, servindo, d’outra parte, o marco histórico do Descobrimento, defronte do outro forte, como dormitório para viciados e gente de todo tipo, inobstante a existência do posto policial próximo ao local.
Todo esse quadro de verdadeira calamidade pública espalha-se pela cidade, e encontra-se, naturalmente, ao alcance da vista das autoridades que queiram enxergá-lo, e que, por si só, não podem ser responsabilizadas pela omissão e negligência reinante, mesmo porque há que se reconhecer, por uma questão de justiça, que a própria população dá sua grande parcela de contribuição para a sujeira reinante, algumas vezes por falta de educação, outras por puro vandalismo mesmo.
LIXO
A demora na coleta do lixo provoca situações como esta numa rua famosa por abrigar a sede do bloco afro Ilê Aiyê, a Ladeira do Curuzu, no bairro da Liberdade. Foto: ARESTIDES BAPTISTA | Agência A Tarde 28.5.2009
Como criticar é fácil, e fazer é difícil, é que, com o intuito apenas de buscar colaborar como simples cidadão pagador de impostos, pretendo apenas ajudar a minorar esses graves problemas, que tanto afligem e preocupam grande parte de nossa população, gostaria, da forma mais modesta e despretensiosa possível, de sugerir a adoção de algumas providências, senão vejamos:
a) Revitalização do antigo departamento de parques e jardins, dotando-lhe da necessária infraestrutura de funcionamento que o habilite a um melhor controle e fiscalização dos nossos parques, fontes, praças e jardins;
b) Preparar a guarda municipal recém criada, com salário digno e fardamento adequado, para que possa exercer efetiva fiscalização dos equipamentos públicos;
c) Exercer maior e melhor fiscalização na varredura das praças, fontes, parques, jardins, etc… desde quando não se vê a presença constante de alguém responsável por tal mister;
d) Promover uma eficiente campanha de cunho social para tirar os moradores da rua e instalá-los em abrigos adequados, preparando-os, inclusive, para o exercício de alguma atividade produtiva;
e) Providenciar a instalação de placas indicadoras de velocidade máxima em ruas e avenidas em redor das praças, juntamente com radares ou sensores de velocidade para detectar infratores e puni-los severamente, face ao perigo que representam aos praticantes da caminhada na praça da Av. Centenário.
ORLA DA CIDADE BAIXA/SITUAÇÃO
Terminal de ônibus da Calçada, na Cidade Baixa, vira abrigo para moradores de rua. Foto: ELÓI CORRÊA | Agência A Tarde 30.7.2008
De resto, para quem ama, sobretudo, sua terra natal, resta apenas a esperança de uma melhor atenção dos poderes públicos, a fim de que se possa verdadeiramente orgulhar-se de viver numa cidade bem cuidada e tratada aos olhos de todos e que se sinta nela alegria e felicidade de viver como em tempos passados.
Em 08/11/2009
Agenor Gordilho Simões – advogado e procurador do Estado
agordilhosimoes@hotmail.com

NOTA DO EDITOR – Este artigo foi publicado originalmente na coluna Sociedade & Bem-estar, do caderno Populares, jornal A Tarde. Seu tema é abordado em vários outros posts do blog Jeito Baiano, como estes:


GUANAES: “SSA ESTÁ COMO BELL: CARECA FINGINDO QUE TEM TRANÇA”

O publicitário Nizan Guanaes polemizou o Twitter nesta terça-feira (12) ao criticar a letargia cultural baiana, sobretudo em Salvador, cujo problema teria o “Chiclete com Banana como ícone”. De acordo com ele, a Bahia destacada pela pesquisa do New York Times como um dos principais destinos turísticos mundiais não inclui a capital. “É Trancoso, Itacaré, Algodões, Marau. Eu estou falando da falta de eixo de Salvador. E em turismo e cultura, suprapartidariamente, tudo que a Bahia avançou nestas duas áreas ficou para trás”, disse. Ele compara a situação soteropolitana com outras cidades como o Rio de Janeiro e Florianópolis, que têm desempenhado um bom trabalho, e São Paulo que também precisa se reposicionar, e dispara contra o vocalista de axé. “Salvador está como Bell do Chiclete: careca e fingindo que tem trança. Eu sou da Bahia de Genaro, Cuíca de Santo Amaro, da Fratelli Vita, Smetaki, Tuzé de Abreu. Eu sou da Bahia do Teatro Vila Velha, do Sorvete da Primavera, de Jorge Amado, Caymmi, Caribé, Verger. Eu não sou chicleteiro. Eu sou baiano. Salvador não tem praia para o turista, não tem hotel e a orla é um favelão. Bell é o não-artista. Você já reparou que a mídia não cobre ele? Quando ele lança um CD não tem nem crítica. Um sujeito que lança um vinho tinto. Esta indústria do axé personificada em Bell do Chiclete só destrói a Bahia. Ele não é um artista. É um crooner careca. Tudo nele é mentira”, bombardeou.
(Evilásio Júnior)
(www.samuelcelestino.com.br)

POIS É, PRECISA DIZER MAIS ALGUMA COISA?


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...