Música Baiana em UTI em Glasgow 5





Gostaria de fazer  uma poesia sobre o assunto
Mas o assunto é sério demais
E as poesias iriam diluir  a gravidade da situação.

 - A música baiana está em  Escala de coma de  Glasgow  escore 5
Porque desta conclusão? Observe.

Ao passar o final de semana no Litoral Norte da Bahia,
Na tão conhecida  e desejada linha verde,
Presenciei uma catástrofe de final de ano.
Que se estenderá para o resto do ano,
E provavelmente
Se nada for feito,  até Deus sabe quando...
Enfim, presenciei uma catástrofe que já dava  indícios de sua cronicidade,
Mas que só agora percebo a sua gravidade.

 - A música baiana  está em coma ,  Glasgow 5 e  Porque?
Quando examinada, a música baiana   balbucia coisas incompreensíveis ou melhor palavras inapropriadas.
Primitivas diria.
Vaginocefalas.
 Coisas do tipo:  “da a patinha minha cachorrinha”, “relaxa na pica” ( oh desculpe! O correto é relaxe na bica, mas não sei porque a palavra com P me parece mais audível do que  a com B),   “vou te comer, vou te comer , vou te comer”,  “rala a rachadinha no chão”,” todo enfiado, todo enfiado”,  e  algo mais complexo e profundo:  “transou sem  camisinha pegou uma cocerinha”.  – ou seja, escore 3 ou 2

Não dê risada, pois a situação é séria.

A música baiana além de  balbuciar coisas como essas ainda  parece  não responder a estímulos . Está cega e inerte. (sem abertura ocular, escore 1 e sem resposta Motora, escore 1)

Mas ao que parece a mídia fecha os olhos para essa situação, e em algumas emissoras  o fato  é exatamente o contrário,  há um incentivo desta cultura musical acéfala. O que de fato é difícil entender porque  no Brasil existem leis que  proíbem ou moderam a  passagem de determinados conteúdos,  principalmente o conteúdo dito “Conteúdo Adulto” , em determinadas horas do dia.
Por exemplo, as cenas picantes de um filme ou novela somente são vistas à noite, e geralmente após às nove horas. Mas é possível ouvir essa coisa ( porque música isto há muito tempo não é)  em  jornais televisivos  de veiculação  livre às 12 horas do dia. E de quem é a culpa? Não é minha mesmo.


As mulheres,  que a meu ver, deveriam ter um interesse direto, pois está mais do que claro  o rebaixamento da mulher a um mero  instrumento de desejo( pior, coloca  a mulher em   uma condição de inferioridade) não fazem simplesmente nada. Nada não,  tem aquelas que  dançam, requebram  e desfrutam do seu  próprio  esfacelamento moral. Onde andam as feministas de plantão?

Lógico que sempre há aqueles idiotas que  somente para  povoar o caus  bradam: e cadê o direito da livre expressão?  Aí eu serenamente respondo:   Tudo bem amigo, mas porque foi proibida a veiculação de bebidas a  propagandas com mulheres semi-nuas,  ou em  propagandas onde a mulher  aparece meramente como  objeto sexual?

A musica baiana não está apenas na UTI ela esta em Glasgow 5 ( 3+1+1) ou seja,  em coma profundo,  beirando a morte encefálica. Beirando... porque já há algum tempo não  dispomos de grandes compositores, talvez a exceção hoje seja Carlinhos Brown (pois é, creia). Já  faz tempo que  os intelectuais desta santa terrinha fogem  para outros estados como  cachorros moribundos desprovidos de lar.

E o que fazemos? Nada. Absolutamente nada. A música baiana está morrendo. E  pior,  não podemos nem esperar a infeliz falecer silenciosamente, esquecida em um leito de UTI. Isto porque a  Miserável  se propaga em onda sonora, mecânica, e vem ruidosamente, como uma alma penada,  gritar em nossos ouvidos – “todo enfiado, todo enfiado”

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