Capítulo 2 - O último luar : Parte 1


Linha Verde.  Noite.  Dentro de um poço em algum lugar  no litoral norte

          Antônio custava  a acreditar que estava lá. Jogado naquele poço. Jogado a própria  sorte.   Já havia gritado  tanto por ajuda que  nem tinha mais voz, só murmúrios.  O tempo passara rápido e uma pequena parte da lua se mostrava pela  boca do poço... Uma  nesga de luz que entrava  e deixava tudo dentro dele meio cinza. 
         As pedras  cobertas de limo, a água escura e salobra.  Alguns objetos sem forma boiando, Indistinguíveis.  Sobre a água  exalava um mal cheiro insuportável. Que cheiro horrível.  Antonio somente se lembrava que  estava no lugar errado, na hora errada. Um mal entendido e pronto. Agora estava ali.  Lembrou que  ainda andou um bom pedaço dentro da mata. Encapuzado. Com as mãos amarradas. Os homens,  vez por outra, falavam que ele iria pro buraco. Nessa hora teve a certeza  que não fosse chegar vivo até  o cair da noite. Depois pararam, desamarram a sua  mão. Pensou em ficar em silêncio e sentir  a morte chegar  rapidamente através das balas. Mas não. Não era isso.  Disseram: não era  pra ser você, seu burro! não era você. Deram um golpe no seu estômago.  Antônio curvou o  corpo com a dor. O ar lhe faltou naquele momento.  Nem  recuperou-se  da  punhalada  e  o jogaram   para baixo dentro de um poço. Depois de um breve momento suspenso no ar, sentiu bater em algo, era água. Tirou o capuz e agora estava lá. Entregue a própria sorte. Ainda sentia a dor na barriga. Isso já faz  quase  duas horas. Mais a dor ainda o incomoda.   Segurava-se o quanto podia dentro do poço mal cheiroso. As pedras eram escorregadias.  Conseguiu agarrasse  apenas em algo que  se parecia com  um cano. Existia  muitos dentro do poço, cada um em uma altura. Pegou  uma  manga  da camisa  e a   escorou nesse cano. Isso o mantinha suspenso na água. A  idade não lhe permitiria se manter boiando tanto tempo. É verdade. Cinqüenta e sete anos e ali. Dentro do poço. Ora ou outra sentia que havia insetos ou algo parecido ali. Grunhindo,  passeando entre os canos,  sob as pedras da parede do poço. 
...
( continua...)

Poesias Acidentais do Amor e do Mundo - Direto do forno!

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Pessoal,  O Meu livro acabou de sair do forno -  Poesias  Acidentais do Amor e do Mundo.
Uma coletânea para dizer a verdade, com  boa parte dos meus poemas. Onde comento sobre o  amor propriamente dito,   os detalhes mais sordidos do mundo e claro sobre Salvador.
Espero que gostem.
Vou deixar o link da Editora

http://www.clubedeautores.com.br/book/47901--Poesias_Acidentais__do_Amor_e_do_Mundo

Medicina - Agora começa a estrada




E o fim chegou...
Mas quem disse que o fim existe? 
Tudo é um recomeço.  
Um ciclo. 
Terminamos uma etapa e começamos outra ainda mais dificil. 
Agora  não somos apenas responsáveis pela vida
Mas também somos autores dela. 
Escrevemos  pelas linhas da vida a nossa própria história. 
Seja ela boa ou ruim. 
Que venha o futuro!
Pois o presente nos foi dado agora. 
E assim o aceitamos, 
com respeito, 
com seriedade.
Mas sem medo.


Futuro incerto, Presente concreto

Vincent Willem van Gogh

  Sabe caro amigo, 
 Vivemos pensando que o amanha é apenas um espaço temporal,
 Entre o presente e o que está por acontecer,
 Mas  a única verdade é:
 O amanha não existe ainda.
E mesmo que se confirme o amanha para a maioria das pessoas,
Ele  não deverá existir   para outras tantas.

 Enfim...
 Eu  hoje,
Agora,
 Vivo acreditando que  cada coisa deve ser sentida,
 Em sua essência,
 Cada segundo,
 Cada instante,
Como se não existisse o amanha, 
que concretamente ainda não existe.

Bem verdade,
Tenho um passado religioso,
Como uma boa parte das pessoas,
E este fato nos deixa amarrados,
Há algo mítico,
mágico...
Mas do que isso,
Cremos realmente  que nada demais nos acontecerá no futuro,
E que morreremos velhos,
 Caquéticos,
 De infarto em um belo dia  de nossa velhice,
 Porém isto não é  verdade.
 No segundo após o presente eu e você,
Poderemos  ser tão  somente uma ideia,
Não dita,
Nem escrita,
 Seria algo cruel, verdade,
 Mas é uma possibilidade tão grande quanto a de existirmos amanha,
50%.

Ora, 
Se o único 100% é  aquele  de morremos um dia...
Então façamos um trato:
 Esqueçamos o futuro
e vivamos 
Intensamente,
Loucamente
Ardentemente
O presente.
  
(Helton Ojuara)

Ponto.






Sabe …as vezes , e somente  as vezes, na vida  temos a sorte  de encontramos uma pessoa especial, boa , que  nós completa em várias coisas:  no cheiro , no sorriso , no toque, no falar. Uma pessoa que gosta da  gente de verdade,   Que se dedica a  cuidar . Que se preocupa com as coisas mais simples-  se já comemos,  se já tomamos café. O triste é que  a vida apenas Pouquíssimas vezes nos permite    encontramos  essa pessoa  e temos a sorte de ficar com ela , de conhecê-la um pouco mais,  de dividirmos sonhos , dividirmos nosso dia a dia , nossa rotina, nossos problemas .  E   tudo é  tão natural é  É tão magnético que fazer amor com  está pessoa … não sexo .. é algo mágico. Porque nós faz trocar uma energia boa .  Sabe  o que é ruim nisso tudo ? 
É que muitas vezes, por nossas falhas humanas não sabemos reconhecer  o quanto isso é  especial  e não damos valor . É só quando essa pessoa sai das nossas vidas   Para sempre é que vemos o quão  valioso era aquilo que tínhamos .

Buraco Negro ou solidão?



Sinto-me no vácuo,
Como um buraco negro,
Vazio,
Escuro,
Sombrio.
Meu espelho reflete a sombra de alguém,
Que existiu há algum tempo,
Estou mas não estou aqui.

Sem você sou apenas a metade de tudo,
Imperfeição completa,
Musgo sem vida,
Poeira,
Solidão,
O mesmo buraco negro de antes.

Não me abandone agora,
Detesto chorar sozinho.

(Helton Ojuara)




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